segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Conhecendo um pouco mais sobre o Flickr


Esta semana, o tema para ser desenvolvido é referente aos bancos de imagens na internet. Escolhi tratar sobre um banco de imagens gratuito, que justamente por ser gratuito, tem sido aderido por muitas pessoas!

Fiz então uma breve descrição do site, com algumas ferramentas disponibilizadas por ele:


Flickr (Yahoo!)


Desde 2004, o Flickr é um site em que qualquer pessoa pode hospedar imagens ou vídeos de forma gratuita (com o limite de 100 MB/fotos e 2 videos por mês) ou ser assinante e ter armazenamento ilimitado.


Opções disponíveis:


- Cinco maneiras de se fazer upload de fotos e vídeos: Programa Flickr Uploadr; via iPhoto, Aperture ou Plug-ins do Windows; via página da web do próprio site; via email; via programas gratuitos de outros servidores.

- Opção de editar as fotos diretamente pelo site, sem precisar instalar nenhum programa

- Possibilidade de organizar as fotos ou vídeos em álbuns separados por temas específicos e ainda, agrupar esses álbuns em coleções, por temas maiores (separar por ano, viagens, etc)

- Possibilidade de se reunir com várias pessoas através de grupos públicos, públicos com apenas pessoas convidadas ou particulares.

- Inserir diretamente em um mapa o local onde a sua foto foi tirada

- Fazer amigos ou manter contatos com amigos, familiares e conhecidos.


Outra ferramenta muito interessante utilizada são as “tags” em que as próprias pessoas que utilizam o site acrescentam nas imagens. Isto facilita bastante na recuperação das fotos, quanto mais termos, mais fácil será de recuperar. O grande problema é que como não a um filtro em relação as definições de tags, as pessoas podem inserir termos que não correspondem necessariamente a imagem, o que pode acabar também atrapalhando (e muito) na recuperação. As teorias sobre folksonomia explicariam melhor (acho que terei que postar algo específico sobre folksonomia por aqui... rsrsrs)


Um outro site com funções parecidas é o Picasa (Google). Vale a pena dar uma conferida também! (é necessário ter uma conta Google para utilizar os serviços)


Links:


Flickr


PicasaWeb


A fotografia documental e o papel do bibliotecário na indexação das imagens


Neste semestre, estou tendo o privilégio de fazer à disciplina de “Introdução as técnicas fotográficas” e há algumas semanas estudamos tipos específicos de fotografias e seu surgimento (fotojornalismo, fotopublicitária, por exemplo) e para este post, resolvi me focar então no fotodocumentalismo. Vou fazer um breve (brevíssimo) histórico sobre o surgimento deste tipo de fotografia.

O fotodocumentalismo inicia-se com grandes expedições ao longo do mundo, registrando grandes monumentos ou paisagens específicas de determinados lugares. Da metade do séc. XIX para o séc. XX o fotodocumentalismo ganha um novo enfoque: alguns fotógrafos começam a dedicar-se a uma certa responsabilidade social, denunciando e assim tentando modificar uma realidade um tanto que “injusta”. Em 1862, John Thomson publica um livro intitulado “Street Life in London” que retrata trabalhadores em péssimas condições de trabalho, e que tornar-se o marco para o fotodocumentalismo de denúncia social.

Um pouco depois, alguns outros fotografos começam a denunciar o trabalho infantil, mostrando crianças operárias ao lado de máquinas enormes.

E assim, o fotodocumentalismo tem seguido até os dias de hoje, reproduzindo as desigualdades de vários lugares do mundo, a fome, os monumentos da antiguidade até as grandes construções dos dias de hoje.



Slide 52
Trabalhadores na “Rodovia Silenciosa”
Slide 52
John Thomson – London, 1877




Slide 54 Slide 54

Slide 54The Glimpse from de Mill

Lewis Hine


A recuperação de imagens


Com essa quantidade imensa de imagens que são disponibilizadas a cada dia, fica quase impossível recuperarmos todas as imagens sobre determinado assunto. Cabe então ao bibliotecário auxiliar os seus usuários como buscar imagens, no lugar certo, como buscar e se, este bibliotecário trabalhar em um grande banco de fotos, ele deve ter a capacidade de avaliar imagens com um olhar diferenciado:


“[ . . . ] é necessário do profissional da informação além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não –textual, e requer uma leitura e interpretação para posterior consulta e recuperação da informação e disseminação junto aos usuários – pesquisadores de diversas áreas do conhecimento”. (SILVA, p. 5)


Esta citação deixa um tanto clara a importância da indexação de imagens e a leitura e interpretação que o profissional da informação deve fazer para que se torne mais fácil a recuperação da imagem. Para isso, acho fundamental os sites que trabalham com “folksonomias”, onde o próprio usuário pode inserir tags ou palavras-chave, para que torne-se mais fácil a recuperação da informação por outras pessoas (mas isto já é um tema para um próximo post!)


Referências:


SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. Disponível em: http://www.aargs.com.br/cna/anais/rosi_silva.pdf. Acesso em: 1 out. 2009.


SOUSA, Jorge Pedro. Uma história crítica do fotojornalismo ocidental. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2000. 255 p.



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Aproveitando as questões de como avaliar blogs, farei uma análise da qualidade de três destes, comparando as características e encerrar com um parecer referente a cada um. Os três selecionados foram: Museu da TAM, Museu do Cinema e o Blog da Biblioteca Central da UFRGS.

Legendas:

1 = Museu da TAM
2 = Museu do Cinema
3 = Blog da Biblioteca Central da UFRGS

1) Quem é o autor do Blog?

1. Não diz quem são os autores fixos. Em algumas postagens é mencionado o autor que escreveu a tal.
2. Não encontrei quem são os autores.
3. Letícia Strehl; Maria Cristina Burger; Deborah Scopel (Bibliotecárias)

2) Os assuntos são tratados com profundidade?

1. Não. Geralmente são postadas algumas notas, sem muita profundidade.
2. Sim, é feito um relato completo sobre os filmes postados
3. Sim, são postadas notícias na integra.

3) É atualizado com frequência?

1. Não. Postagens com intervalos de até 2 meses.
2. Sim. Várias vezes por semana.
3. Sim. Quase diariamente.

4) O assunto tratado tem originalidade?

1. Sim. Trata principalmente sobre novas doações ao museu.
2. Sim. A sinopse apresentada dos filmes parece (não há nada claro dizendo) que é elaborada pelo próprio autor, com certo olhar crítico.
3. Não. São postados notícias que saíram em outros veículos de comunicação.

5) O Blog é bem organizado?

1. Sim. Não há muito conteúdo também, fácil encontrar os posts antigos.
2. Sim. Com fotos dos cartazes dos filmes e ferramenta de busca.
3. Sim. Links bem colocados, sem muita poluição visual.

6) Nas postagens o autor utiliza uma linguagem compreensível e correta?

1. Sim.
2. Sim.
3. Não é escrito pelos autores.

7) As fontes que o autor se baseou são citadas?

1. Não (na verdade, o conteúdo postado é sobre o que anda acontecendo no museu da TAM, não há a necessidade de citar fontes)
2. O filme o qual o autor fez a release é citado.
3. Sim, todas as fontes são citadas remetendo ao endereço (quando disponível online)

8) Existe ferramenta de busca para recuperar postagens antigas?

1. 2. 3. Sim, todos utilizam o servidor BLOGGER que já vem com esta ferramenta.

9) O tema o qual o blog aborda está definido de forma clara?

1. 2. 3. Não encontrei em nenhum dos blogs uma descrição ou um post de apresentação dizendo sobre o que o blog tratará.

10) O Blog possui boas recomendações?

1. Não achei recomendações.
2.Colocando o endereço no Google, dos muito lugares que haviam referencia ao blog era o próprio autor fazendo divulgação do endereço. Mas, em relação a comentários, ele possui um número significativo de comentários por postagem.
3. Buscando no Google, o endereço do blog aparece várias vezes.


Terminada a análise, o que mais se destacou dos 3 foi o Museu do Cinema. Perde em alguns pontos, como por exemplo, os dados do autor que não existem, mas a forma escrita e a disponibilização de imagens referentes aos filmes citados fazem com que o blog ganhe alguns pontos. O Blog da Biblioteca Central da UFRGS não foi escolhido por causa da originalidade (os temas abordados são apenas colagens de reportagens de outros lugares, sem nenhuma crítica pelo autor). O Blog do Museu da TAM quase não é atualizado, a autoria não é definida, e os temas abordados têm pouquíssima profundidade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Avaliando Blogs!




Com a facilidade que a WEB 2.0 proporciona para que qualquer pessoa utilize seus serviços, a qualidade da informação disponibilizada nem sempre será de confiança. Por isso, as pessoas em geral têm que estarem atentas no que estão lendo em blogs, wikis e afins. Para auxiliar essas pessoas na avaliação do conteúdo de blogs, estão os Profissionais da Informação que a partir de algumas observações, conseguem verificar a relevância que um determinado blog possui e se seu conteúdo atenderá as necessidades do usuário ou não.

“[ . . . ] a qualidade da informação é determinada pela capacidade de satisfazer as necessidades de informação do indivíduo que a usa.” (ALVIM, p. 3)

Para analisar e avaliar blogs (podendo também ser adaptado a outras ferramentas web), elaborei algumas questões que usuários da WEB 2.0 devem se fazer ao acessar um blog. È muito importante que seja analisado seu conteúdo, mas a apresentação em que as informações estão expostas é um elemento tão importante quanto.

“As fontes de informação disponíveis na Internet devem ser utilizados com cautela. As selecionadas para uso devem ser filtradas por critérios de avaliação que analisem tanto o conteúdo, quanto a apresentação da informação.” (TOMAÉL et al, p. 4)

1) Quem é o autor do Blog? (Afinal, quem é esta pessoa? Ela realmente possui conhecimento na área a qual está aborbando em seu blog? Qual é a sua formação?)

2) Os assuntos são tratados com profundidade? (Se os assuntos são tratados muito superficialmente, a fonte de informação deixa a desejar)

3) É atualizado com frequência? (Um blog pouco atualizado possivelmente não ganha certo prestígio ou destaque, pois depois de um certo tempo sem atualizar, as pessoas cansam de entrar porque não encontram nada de novo)

4) O assunto tratado tem originalidade? (Se os assuntos tratados podem ser facilmente encontrados ou discutidos em outros lugares, não desperta o interesse das pessoas a continuarem lendo o blog).

5) O Blog é bem organizado? (É muito importante além de conter informações úteis, confiáveis que ele seja bem organizado. O visual deve ser agradável, e o leitor deve conseguir recuperar as informações com facilidade).

6) Nas postagens o autor utiliza uma linguagem compreensível e correta? (se o autor costumar abreviar as palavras de forma incorreta, cometer muitos erros ortográficos e não conseguir expor suas idéias de forma clara, o blog perde totalmente a credibilidade).

7) As fontes que o autor se baseou são citadas? (se não forem, o leitor deve ter certa cautela ao absorver ou utilizar como referência as informações).

8) Existe ferramenta de busca para recuperar postagens antigas? (se o leitor não consegue recuperar com facilidade as informações, a utilidade do blog se reduz).

9) O tema o qual o blog aborda está definido de forma clara? (Se o blog não tiver definido um tema claro ao qual será abordado, não despertará interesse de um tipo específico de leitor, pois ninguém saberá ao certo do que o blog aborda).

10) O Blog possui boas recomendações? (Possivelmente se o blog estiver sendo citado em vários lugares, por várias pessoas, possuirá certa credibilidade).



Referências:

ALVIM, Luiza. A avaliação da qualidade de blogues. Disponível em: http://blogs.ua.pt/ergo037/wp-content/uploads/2008/10/tp04.pdf Acesso em: 17 set. 2009

TOMAÉL, Maria Inês et al. Avaliação de fontes de informação na internet: critérios de qualidade. Disponível em: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/viewFile/293/216 Acesso em: 17 set. 2009.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Blogs, Fotologs, Twitter, etc.




WEB 2.0: um ambiente construído por todos


A Web quando surgiu, era um sistema de pouca interação. As pessoas utilizavam os serviços e apenas quem possuísse um conhecimento avançado em programação, HTML, etc. conseguia acrescentar algo neste novo mundo. Com o surgimento da Web 2.0 (na realidade, esta denominação foi dada bem depois de seu surgimento) houve então a possibilidade e de maneira muito simples, que qualquer pessoa pudesse inserir, criar e compartilhar o que quiser no ambiente virtual. Uma das definições mais aceitas do termo, foi proposta por Tim O'Reilly (2006) em seu blog:


"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva"

(tradução)


Blog, Fotolog, Twitter e outras ferramentas interativas da web


Não há como não falar de Web 2.0 quando se fala de ferramentas como Blog, Fotolog e Twitter por exemplo. Os blogs, com a facilidade para postar e editar os textos, tornaram-se muito populares entre as pessoas, principalmente entre os adolescentes (utilizando a ferramenta como “diários virtuais”). O blog funciona como uma ferramenta interativa, onde se pode adicionar não só textos, mas também fotos, vídeos e para aqueles que ainda entendem um pouquinho de HTML, podem editar o seu “layout” inserindo um plano de fundo, músicas e uma infinidade de outras ferramentas que o autor pode criar não ficando preso apenas ao que o próprio servidor do blog disponibiliza.


Os Fotologs, (especificamente o fotolog.com) vêm como uma alternativa para aquelas pessoas que preferem se comunicar com uma imagem do que com o texto. Existe o espaço para que o autor insira um breve texto, mas o destaque principal é para a imagem. Há também a possibilidade de que as pessoas comentem sobre as fotos e se adicionem como “amigos favoritos”, ao adicionar uma pessoa, você consegue visualizar em miniatura a ultima foto que a pessoa atualizou e data do post.


O Twitter é uma ferramenta de envio de mensagens curtas. Chamado por alguns de “miniblog”, o Twitter funciona basicamente como um serviço de sms: você envia uma mensagem curta (de no máximo 140 caracteres) e diz “o que você está fazendo”. Mas, além de dizer o que se está fazendo no momento, ele tornou-se uma ferramenta de divulgação de notícias e informação em que o autor deixa apenas uma frase a respeito de um determinado assunto, podendo adicionar um link que remete a uma foto, notícia, blog, música, vídeo. O Twitter foi fundado em 2006, e a cada dia ganha milhares de novos usuários, sejam eles domésticos ou grandes meios de comunicação. O grande barato do Twitter é que ele une-se a qualquer outra ferramenta como uma forma de colocar evidência as atualizações feitas. Por exemplo, acabei de atualizar meu blog com um post contando sobre a ultima viagem que fiz, posso escrever uma frase no meu twitter “Férias no Nordeste” e logo em seguida adicionar o link do meu blog, onde contém toda uma descrição dos lugares em que eu estive, as pessoas que conheci, etc. É basicamente o que os meios de comunicação tem feito ultimamente por exemplo, colocam o título de uma matéria adicionando um link com o conteúdo na integra.


Outras ferramentas dessa geração Web 2.0 que a cada ano vêm batendo recordes de usuários são o Flickr (para fazer álbuns de fotos online) Myspace (comunidade de relacionamento, com um foco voltado para música) Lastfm (faz estatísticas com as músicas ouvidas pelo usuário cadastrado).


Relacionando os serviços Web 2.0 com uma Unidade de Informação


O foco principal de uma Unidade de Informação é facilitar o acesso e a disseminação de informação. Se a UI não utiliza dos serviços Web 2.0, de que forma ela irá facilitar a disponibilização a seu usuário se ela não está caminhando junto com ele?


“Hoje, entende-se que o grande potencial dos blogs é que eles podem ser utilizados pelas bibliotecas de maneira mais interativa. Vários serviços de biblioteca estão agora sendo explorados através dos blogs, e bibliotecários especialistas no assunto, acreditam que, com uma simples adequação, os blogs poderão funcionar exclusivamente como auxiliares no serviço de referência” (BARROS, p. 11)


Como afirma Barros, os blogs podem auxiliar no serviço de referência, não só como quadro de avisos, mas também como um lugar de interação entre bibliotecário e o usuário. E para que esta interação ocorra, pode-se utilizar também outras ferramentas como por exemplo o MSN, para fazer um suporte online, o Flickr para expor, por exemplo, uma reforma feita na biblioteca ou fazer uma exposição. Enfim, as ferramentas existem para facilitar não só o acesso a informação mas a aproximação entre instituição (biblioteca, arquivo ou museu) e o usuário, basta apenas ter vontade e criatividade!


Links:

Blogger

Fotolog

Twitter

Lastfm

Flickr

Myspace

MSN Messenger


Referências:


BARROS, Moreno Albuquerque de. Blogs e Bibliotecários. Disponível em: http://www.sharemation.com/moreno/blogss.pdf. Acesso em: 14 set. 2009


O'REILLY, Tim. Web 2.0 Compact Definition: Trying Again. Disponível em: http://radar.oreilly.com/2006/12/web-20-compact-definition-tryi.html. Acesso em: 12 set. 2009





quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Boas Vindas!

Nesta primeira postagem, gostaria de agradecer a sua visita e definir o porquê do surgimento deste blog.
O blog é um dos requisitos para aprovação da disciplina de "Tópicos Especiais em Gestão de Serviços de Informação 2009/2" do curso de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, ministrada pela Prof. Dra. Helen Beatriz Frota Rozados. Disciplina a qual estou tendo o prazer de fazer parte neste semestre!
Espero que o blog seja mais uma fonte de informação, acrecentando novos conhecimentos a seus leitores, ajudando a entender e a utilizar as novas tecnologias de comunicação.

Sinta-se a vontade para comentar, fazer críticas em relação as postagens e dar sugestões!

Um grande abraço!