segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A fotografia documental e o papel do bibliotecário na indexação das imagens


Neste semestre, estou tendo o privilégio de fazer à disciplina de “Introdução as técnicas fotográficas” e há algumas semanas estudamos tipos específicos de fotografias e seu surgimento (fotojornalismo, fotopublicitária, por exemplo) e para este post, resolvi me focar então no fotodocumentalismo. Vou fazer um breve (brevíssimo) histórico sobre o surgimento deste tipo de fotografia.

O fotodocumentalismo inicia-se com grandes expedições ao longo do mundo, registrando grandes monumentos ou paisagens específicas de determinados lugares. Da metade do séc. XIX para o séc. XX o fotodocumentalismo ganha um novo enfoque: alguns fotógrafos começam a dedicar-se a uma certa responsabilidade social, denunciando e assim tentando modificar uma realidade um tanto que “injusta”. Em 1862, John Thomson publica um livro intitulado “Street Life in London” que retrata trabalhadores em péssimas condições de trabalho, e que tornar-se o marco para o fotodocumentalismo de denúncia social.

Um pouco depois, alguns outros fotografos começam a denunciar o trabalho infantil, mostrando crianças operárias ao lado de máquinas enormes.

E assim, o fotodocumentalismo tem seguido até os dias de hoje, reproduzindo as desigualdades de vários lugares do mundo, a fome, os monumentos da antiguidade até as grandes construções dos dias de hoje.



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Trabalhadores na “Rodovia Silenciosa”
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John Thomson – London, 1877




Slide 54 Slide 54

Slide 54The Glimpse from de Mill

Lewis Hine


A recuperação de imagens


Com essa quantidade imensa de imagens que são disponibilizadas a cada dia, fica quase impossível recuperarmos todas as imagens sobre determinado assunto. Cabe então ao bibliotecário auxiliar os seus usuários como buscar imagens, no lugar certo, como buscar e se, este bibliotecário trabalhar em um grande banco de fotos, ele deve ter a capacidade de avaliar imagens com um olhar diferenciado:


“[ . . . ] é necessário do profissional da informação além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não –textual, e requer uma leitura e interpretação para posterior consulta e recuperação da informação e disseminação junto aos usuários – pesquisadores de diversas áreas do conhecimento”. (SILVA, p. 5)


Esta citação deixa um tanto clara a importância da indexação de imagens e a leitura e interpretação que o profissional da informação deve fazer para que se torne mais fácil a recuperação da imagem. Para isso, acho fundamental os sites que trabalham com “folksonomias”, onde o próprio usuário pode inserir tags ou palavras-chave, para que torne-se mais fácil a recuperação da informação por outras pessoas (mas isto já é um tema para um próximo post!)


Referências:


SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. Disponível em: http://www.aargs.com.br/cna/anais/rosi_silva.pdf. Acesso em: 1 out. 2009.


SOUSA, Jorge Pedro. Uma história crítica do fotojornalismo ocidental. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2000. 255 p.



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